Dezembro 07, 2009

Atividade Paranormal

Pois é, fui assistir porque me senti no dever de entender o faturamento milionário de um filme que custou 15 mil dólares!

Números impressionantes, publicidade não convencional e me encorajei a ir assistir um terror no cinema (gênero que só admiro pelas lentes do Hitchcock, nem o Kubrick me convence).

Logo no início, estranhamento por parte do "amadorismo" da qualidade de vídeo e fotografia. Mas na primeira tentativa do casal Micah e Katie de filmarem os estranhos acontecimentos que ocorrem durante a noite em sua casa e o efeito ordinário da porta se movendo naquele enquadramento de perfeito suspense, me perturbaram.

Dali em diante, não assisti uma cena sequer das noites com os ouvidos destampados.

O som, o som é o que nos apavora. Ele é milimetricamente inserido na cena para representar o papel do inesperado, desconhecido, invisível e o melhor, facilmente produzido.

Um som pode ser muito mais aterrorizante do que qualquer imagem.
Provavelmente, foi esse efeito sonoro que fez o Steven Spielberg não conseguir assistir o filme inteiro. Ele que é mestre em assustar usando sonofonia.

Méritos também à captação em vídeo digital, que traz mais realidade e coerência ao suspense barato (aquela coisa Bruxa de Blair, sabe?), e os takes contínuos representando noites inteiras, um terror de ansiedade e expectativa.

Me esforçava para lembrar que existia uma equipe por trás da câmera (técnica que uso quando fico com muito medo no cinema; é só um filme, só um filme!).

E talvez nem uma equipe, um diretor e um produtor acho, eu simplesmente não fiquei para ler os créditos. Quando a luz se acendeu, dei graças a Deus por poder ir embora daquele cinema!

O tema, espíritos, pode significar algo particular para cada espectador, pois como mencionei é o desconhecido, um não convite ao entendimento humano, emoção inevitável.
Clichê? Pode ser, mas saber utilizá-lo de uma forma tão completa é onde se encontra a genialidade.

Dormir depois foi um sufoco. Entendi e reverenciei uma brilhante ideia com o preço de um carro popular que fez de um filme um fenômeno da modernidade e inclusão digital, lado a lado com os clássicos do terror demoníacos-espirituais como "O Exorcista" e "Os Outros".

Célebre obra para felizes e assustados espectadores. De vez em quando, temos a chance de reviver a emoção e surpresas que só o cinema pode proporcionar. Isto sim é uma coisa excepcional!


Dezembro 03, 2009

O que eu não disse sobre a Yael Naim

É que ela tem ótimos video clipes!

New Soul



Too Long

Novembro 20, 2009

33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

Diferente das sortudas pessoas que tiveram a possibilidade de comprar uma credencial "full time" da mostra, eu, felizmente ou infelizmente - depende do ponto de vista - tive que trabalhar na semana e consegui ver pouquíssimos filmes.
Também não assisti nenhuma pérola que se tornou meu filme favorito do ano, na verdade, tive bastante azar.
Mas, como eu defini como regrinha do blog escrever sobre, aqui vai uma humilde listla do que vi:


Eu Matei a Minha Mãe

Um filme que fala sobre desestrutura familiar.
Apesar do tema ser especificado por uma relação de mãe e filho, ele retrata na verdade, os problemas de relacionamento e convivência de uma família decomposta.
Uma reflexão sobre os padrões modernos definidos pela nova sociedade, onde o conceito e responsabilidade familiar não são vistos como essenciais, causando problemas e definições de papéis fundamentais.
Uma mãe que não sabe ser mãe, um filho que não sabe seu lugar, uma pai que não existe e uma falta de coragem para demonstração afetiva. Uma distância causada pelo medo e feridas.
O roteiro é bom, o filme também, principalmente os enquadramentos e toda parte artística. Insights representados por cenas criativas deram o toque especial ao filme. Mas, o mais interessante é que o diretor e ator Xavier Dolan tem apenas 17 anos e fez tudo isso! Por isso, palmas pra ele!

A Família Wolberg

A descrição do filme pouco importa. O que me interessou foi o clima e a direção.
Interior da França e uma família comum regida por um pai conservador. Uma sinuosa representação de pequenos pulos e desvios naturais de seres humanos vivendo em uma sociedade moderna, e o ponto de vista e sofrimento de alguém que quer manter o controle sobre seus entes queridos.
Interessante e muito bem abordado, francês e prazeroso de assistir.

Uma Vida Real

Uma história comum: a mocinha que se apaixona pelo ladrão.
Continuaria sendo comum se não fosse o fato de ser realmente comum!
Como disse minha amiga, um filme que abordou a realidade da vida de um casal deste tipo sem grandiosas fugas e o glamour da malandragem. Coisas que só acontecem com franceses, classe até para viver perigosamente! (risos)

Acidentes Acontecem

O último (sim, só 4 filmes dessa vez!) e meu favorito filme da Mostra, revelou uma ótima surpresa de roteiro e argumento. Seria quase perfeito se não fosse a convencionalidade australiana.
Como diz o título, acidentes acontecem em qualquer lugar e por razões desconhecidas - nem sempre existe um motivo sobrenatural para um acontecimento indesejado - eles simplesmente acontecem.
A diferença está na forma em como cada um irá lidar com eles, aí sim, podemos inserir um motivo sobrenatural para a sabedoria e força interior (que eu prefiro chamar de exterior, considerando que ela não vem do ser humano).
Um filme que facilmente vira ferramenta para gerar reflexões.
PS* O trailer é ótimo!

Novembro 16, 2009

Epílogo de Conquest of Granada


"Tendo a finura atingido um mais alto grau,
E nossa língua nativa se tornado mais refinada e livre,
Mulheres e homens ora falam com mais graça
Em suas conversas do que os poetas as escrevem."

Trecho do epílogo de Conquest of Granada de John Dryden, extraído do livro O Processo Civilizador, de Norbert Elias.

Novembro 13, 2009

A Yael Naim

"far far there's this little girl
she was praying for something big to happen to her
every night she ears beautiful strange music
it's everywhere there's nowhere to hide
but if it fades she begs
"oh lord don't take it from me, don't take it yourselves"

Yael Naim. Pequena-grande mulher, no Sesc Pinheiros, em São Paulo.

Ela veio de longe, bem longe.
E por causa da sutileza de sua voz veio parar aqui, bem perto.

Em um teatro eu a ouvi cantar e me impressionei com sua delicadeza e afinação. Impecável.

Belíssima e peculiar, se revelou uma artista nata. Tão orgânica que contou uma história que por pouco não seria cantora profissional se não fosse um impulso de coragem do amigo e produtor David Donatien.

Não diga isso Yael, suas canções hebraicas são umas das mais lindas que já ouvi.

Pequena e delicada, paradoxando sua rústica estrutura facial.
Mas tudo isso se torna um nada quando ela solta a voz para cantar "Yashanti" e "Lonely".

Foi uma experiência particular, onde ela cantou e o espectador se teletransportou para um lugar de perfeição, um lugar de calmaria e amor; o amor que brota no coração de Yael Naim e pulsa do lado de fora, no ato do espetáculo.


Novembro 12, 2009

Max Martin é o cara!

O cara que faz qualquer artista virar ouro;
O cara que vende música e transforma letras e cifras em cifrões.;
O cara que tem a criatividade de recriar a música pop com cada influência musical que ela necessita;
O cara que faz qualquer um gostar do que ouve;
O cara esperto e talentoso que se tornou um dos maiores produtores do mundo, dos mais bem sucedidos e requisitados;
Quer fazer sucesso? Ligue e pague (muito bem) o Mr. Max Martin.

Eu sou fã dele. Reconheço sim que tudo é proposital, que a arte fica por conta do bom senso de manipulação de massa e tons agradáveis inseridos na melodia. Letras apaixonantes e universais, harmonias e efeitos emplacáveis, mas eu duvido alguém ouvir uma música do cara e não se agradar com o que ouve.

Admita: é bom! Vale cada centavo e justificativa. É pop meloso sim, mas o pop nas mãos do Max Martin é ouro, já disse.

É só dar uma espiadinha no currículo "humilde" do produtor e perceber porque ele é o maior criador de música pop do mundo. Tem alguma música aí que você ouviu algum dia, achou bonitinha, legalzinha e nem sabia que era dele. Se nunca ouviu, por favor, dê o play aqui na minha listinha, tenha coerência crítica e se convença:


Ace of Base - Beautiful Life

Sei que é muito antigona e meio brega, mas esta música tem a cara dos anos 90. Isso é pop europeu que vira number one na Billboard facinho. Denniz Pop - que Deus o tenha - produziu e ensinou tudo pro Max Martin quando ele era ainda um iniciante nas produções.

Backstreet Boys - I want It That Way, Shape of My Heart e Bigger.

Foi com os Backstreet Boys que Max Martin se fez um produtor conhecido mundialmente. Também, os méritos de emplacar hits da mesma banda a cada ano no topo de listas mundiais e vender milhões de cópias traz a grandiosa proporção.
O Max Martin sabe exatamente o que fazer com a harmonia vocal da boy band e sempre, as melhores músicas que eles possuem têm a assinatura de Martin.
Aquele sucesso americano com raízes suecas que até minha vó cantava - You are my fire, the one desire - foi a canção mais consagrada de Max Martin até o ano 2000.

Britney Spears - Baby One More Time, Oops I did it Again, If U Seek Amy, 3.

Porque aí, alguns meses depois, ele lançou uma garotinha chamada Britney Spears e uma música que começava assim: "Oh Baby baby..."; junto com um tal de Rami Yacoub, que trouxe um glamour a mais na música pop do novo milênio. Agora, ela comandaria as paradas de sucesso durante alguns anos, deixando um monte de rockeiros morrendo de inveja e pedindo férias prolongadas às suas gravadoras.
Com novos trabalhos, Britney tentou inovar musicalmente, trabalhando com diferentes produtores, mas o seu sucesso só voltou a ser anunciado quando ela relembrou suas raízes pop-suecas e fez uma ligação ao amigo Max, pedindo uma nova canção. O nome? "If U Seek Amy". De bandeja, Max deu mais um hit que estava guardado para a cantora: "3". E aí, todo mundo ficou feliz e a Britney em sã consciência, não deixará de trabalhar com o producer nunca mais!

Bon Jovi - It´s My Life

O que eu disse sobre os rockeiros? Tiraram férias no começo dos anos 2000, ou então, encararam a cena pop.
O Bon Jovi - que não são exatamente rockeiros, mas tinham aquela pinta de cabeludos e guitarristas - foram atrás do Max Martin, desesperados por um hit.
E se criou "It´s My Life", uma música que é impossível de ouvir e não sair com a melodia presa na mente, um desespero!
Maldito Max Martin!

Marion - End of Me

Com a queda do império pop nos anos de 2003 à 2006 e a chegada de garotinhas pop disfarçadas de rockeiras como Avril Lavigne, Max Martin produziu coisas de pouca projeção, ócio criativo, eu diria.
Porém, na onda das novas teenagers americanas, ele produziu uma garota bem interessante chamada Marion Raven. Juntou um pouco das tendências atuais e um pouco do antigo pop sueco. Ficou bom!

James Blunt - Carry You Home

De volta à cena, em 2007, Max trabalhou com novos cantores pop e inclusive a tal da Avril Lavigne também pediu músicas para o compositor. - que eu particularmente achei ruim-
Com James Blunt ele fez uma parceria e incorporou o estilo exclusivo - e muito copiado, por isso talvez, não tão exclusivo assim - do cantor e fizeram um hit melancólico e bem diferente do que Max costumava produzir; o que mostrou a nova versatilidade do produtor para a nova era da música pop, reformulada, com toques extravagantes e mais complexos.

Pink - So What, Who Knew

As minhas produções favoritas do Martin são as da Pink. Ela é o sonho de todo produtor. Com uma voz e timbre perfeitos, performance e artístico excelentes.
A cantora começou a trabalhar com o produtor em "Who Knew" , e com o resultado desta canção pop lindíssima, se entregou aos toques de Max.
No álbum sucessor de "I´m Not Dead" ela deu de presente 6 canções para ele produzir. E juntos, tiveram um hit chiclete e muito bem produzido atrás do outro.
Qualidade pop.

Katy Perry - I Kissed a Girl, Hot N Cold

A nova pérola do Max Martin. Sim, foi ele que produziu os dois maiores sucessos do novo ícone pop.

E assim, ano após ano, década após década, ele continua reinando no mundo pop. Provando definitivamente o seu talento. Enchendo o bolso e virando um fenômeno.

Novembro 08, 2009

Inacreditável

Preciso relatar um fato que me ocorreu neste fim de semana.
Fui ao cinema Cinemark para assistir "This is It" em grande estilo; com pipoca e Combo Mega.

Fazia mais ou menos 1 ano que não entrava em salas populares por causa dos filmes em cartaz de pouco interesse, mas Michael Jackson merece um cinemão de tapete vermelho.

Sessão da meia-noite, cinema quase vazio, do jeito que eu gosto. Letrinha "L" de livre na classificação e isso faz um monte de mamães acharem que um documentário de 2 horas do tal Rei do Pop será de agrado para suas crianças.
Resultado: um coro de "mãe, acabou?" pairava no ar. - Sim, crianças no cinema à meia-noite. O mundo está moderno, minha gente!

Eu sou paciente e apesar de achar que lugar de criança é no Cinematerna, engulo uma falta de controle de uma jovem mãe.
Nos trailers, uma leva de filmes também populares, que entrarão em cartaz no cinema popular, que tem como público alvo pessoas que admiram cultura de massa popular. Tudo bem também, cultura de massa de vez em quando faz bem.

Eu só não esperava que minhas vizinhas de cadeira fossem ficar comentando cada cena do documentário com tanto entusiasmo e palminhas. - sim, palmas no ritmo da música! -
Não deu. Em respeito e memória ao MJ, pedi que elas ficassem quietas, pois estavam atrapalhando as pessoas. A garota me sugeriu que mudasse de lugar, eu sugeri a ela que estávamos em um cinema. Ela limitou seus comentários e empolgação à risadinhas num db tolerável.

Tentei continuar vendo o filme. Na terceira música, um cidadão começa a conversar com a alma penada do Michael e revolta-se contra a cadeira do cinema. Dando chutes e murros, quando eu achava que não tinha coisa pior para acontecer, ele resolve então, despir-se!

Inacreditável! Deixei a sala do cinema, chamei o segurança e depois disso não sei que tipo de loucura ou falta de cidadania aconteceu naquele lugar, só sei que no Cinemark eu não volto nunca mais!

Novembro 05, 2009

Campanha My Collection H.Stern

É pastel e quem sabe sabe que eu só enxergo estas cores ultimamente.

As fotos são lindas, simples e românticas, o que capta nossa atenção em meio a tantas cores fortes e luzes nos corredores comerciais.

Deu certo, muito certo e eu amei!
Inspirador!



PS* Eu procurei demais os créditos do fotógrafo e agência, mas não encontrei e o catálogo está em falta nas lojas. Quando descobrir, posto a atualização.

Atualizado:

Obrigada  Roberta Rossetto da Comunicações H.Stern pelos créditos:

Direção: Marcia Cabral
Fotos: Jacques Dequeker 
Modelo: Carol Trentini (Way Model Management)
Stylist: Daniel Ueda
Make up: Daniel Hernandez

Outubro 23, 2009

Não adianta fugir da tecnologia

Fui acordada por um ótimo programa de TV no Discovery Channel. O especial "A Internet - O Futuro Digital" conta e dá nome e cara aos gênios da rede dos últimos 10 anos.

Além de ter uma abordagem super interessante mesmo, dinâmica, simpática, criativa e artística, o especial retrata em 60 minutos a mudança radical da inclusão digital moderna e como um tapa na cara, um susto, ele nos mostra a importância relevante das novas redes sociais e o quanto estamos sujeitos a nos tornarmos reféns da nova tecnologia.

Não adianta fugir, esta é a era onde a Internet se encaixa e para quem quer estar em contato com o mundo, a ferramenta mais eficaz e ideal.
Uma iniciação e entendimento de como vamos nos comunicar no futuro que chegou. É agora!
Respire fundo e encare a verdade, o mundo da comunicação está mudando. Adeque-se em banda larga, rapidamente, e guarde seus anteriores, deliciosos e complexos atos de compartilhamento como históricos e antiquados.



- Horários de exibição no Discovery Channel

-
Programa completo no You Tube (em espanhol)

Outubro 13, 2009

Eu vou matar o Hitler no cinema!


Foi isso que o Quentin Tarantino pensou em uma manhã de seus dias.

Claro que faltava um filme de guerra no currículo do diretor. O pai da violência sem cortes precisava dar o brilho de sua graça ao senhor Hitler e suas artimanhas terroristas.

"Bastardos Inglórios" conta a história de um grupo de judeus que se infiltravam nas tropas alemães para matarem com crueldade soldados nazistas.

O grupo liderado por Brad Pitt, ou melhor, Aldo Raine, acaba ficando conhecido nos bastidores da Segunda Guerra Mundial, inclusive pelo líder Adofl Hitler.

Em meio a vontade extremista dos Bastardos de fazerem justiça com as próprias mãos, está a garota Shosanna, uma judia que teve sua família fuzilada por soldados alemães a mandato do intolerante-maquiavélico-matador-caçador Col. Hans Landa; e que não pensa em vingança até o dia que o soldado Frederick Zoller insiste em importuná-la em seu agradável cinema em Paris.

O soldado inocentemente se encanta com Shosanna (que agora é uma falsa cidadã francesa) e para impressionar a mulher, a coloca num esquema político de fazer uma pré-estréia do filme "Orgulho da Nação" em seu cinema.

Com uma sala repleta de líderes nazistas, Shosanna decide então, estrelar seu plano de vingança. Queimar vivos, como nas câmaras de gases, todos os nazis presentes.

As duas histórias se encontram no ápice do filme e no decorrer dele, Tarantino faz o que ele tanto se orgulha.

O virtuoso cineasta tem o poder e dom de nos fazer rir em meio a desgraça e violência. Porque é arte. Porque é caricato.

Os atores em suas performances extravagantes mais a trilha sonora sugestiva e um texto nonsense, não envolvem o espectador de forma comum. Acaba sendo questionável e intrigante o fato de ser cômico um assassinato violento e a frivolidade que a cena produz.

Nos filmes do Tarantino a gente torce pra todo mundo morrer, só para rir mais um pouco. A gente acredita e não acredita, se envolve e ao mesmo tempo não imagina tanto sarcasmo e sotaque em uma pessoa só.

E no fim, batemos palmas e nos emocionamos, porque um fato real foi pincelado com a arte e virou obra prima.

O fato virou uma nova ação ordenada, remetida à boas e burlescas memórias. Coisas de Tarantino.

Na idéia do fim da Segunda Guerra Mundial para ele por exemplo, Hitler pode morrer em um cinema; no berço da arte que o Führer tanto apreciava pelas lentes de Leni Riefenstahl . Nem mesmo o maior líder do nazismo teria pensando em uma morte tão representativa.

E quem poderia fazer isso com credibilidade e licença poética é no mínimo um cineasta que se dispõe a rir de suas obras, entendendo-as como algo que vai além do mundo casual de coerências e disposições humanas.

E este cara tão bem-humorado e criativo é o Quentin Jerome Tarantino. Palmas, palmas para ele!

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