Outubro 19, 2010

This Is Not The End



Lembra do Linkin Park?

Se você foi adolescente no início dos anos 2000, sabe exatamente como era tentar cantar com a fúria do Chester em uma época dramática e incompreensível da juventude.

Se você foi pego de surpresa com a vinda e volta da banda ao Brasil e teve a oportunidade de ouvir qualquer canção do novo álbum "A Thousand Suns" deve estar boquiaberto com o que acontece com jovens criativos, furiosos e ativistas quando eles crescem.

Surpreso pro bom ou ruim, polêmicas sobre gritaria para quem se interessa, o foco aqui é na evolução musical da banda como um todo.

Eles cresceram e isso resume uma mudança de caráter, gostos e atitudes. O novo Linkin Park é representado por climas e sentimentos intimistas e políticos, sons inusitados e arte visual em conjunto com o todo. A qualidade, como sempre, indiscutível.

A evolução de uma banda é algo muito nobre. Pois são poucas aquelas que se interessam e possuem a coragem de mudar por um motivo pessoal e coerente. Sem medo de rejeição - um medo visível, pelo menos - e sendo fiel e verdadeiro com sua criação. Honestidade artística.

E no caso do Linkin Park, o que eles possuíam guardado no seu mais puro íntimo, era memorável. Por essa coragem e condição de, eles nos ofereceram uma obra prima, inigualável. Como eu mesma gosto de me confundir a dizer: "A Thousand SOUNDS".

Mesmo assim, com mil hits, informações, experiências, inspiração e atualização da mídia duplicada, que se escuta do começo ao fim para se digerir a obra, como uma peça.

Enfim, depois de 6 anos, volto a ouvir com entusiasmo a banda. Agora, não mais representantes de minha fúria, mas da minha íntima relação com a esperança, o amor e o mundo dos meus sentimentos mais maduros, em perfeita sintonia com a livre criação e a qualidade.

Servida. Obrigada.

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